1722 A PERDA DEL-REY D. SEBASTIAM ATÉ O O ANNO DE 1627 Luis de Torres de Lima extremamente raro

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COMPENDIO DAS MAIS NOTAVEIS COUSAS, QUE NO REYNO DE PORTUGAL ACONTECERAM DESDE A PERDA DEL-REY D. SEBASTIAM, ATÉ O O ANNO DE 1627 COM OUTRAS COUSAS TOCANTES AO BOM GOVERNO, E DIVERSIDADE DE ESTADOS

Composto por Luís de Torres de Lima, Lisboa Ocidental, na oficina de Pascoal da Sylva, Impresssor de Sua Majestade, 1722. Edição original extremamente rara.

Peça de coleção, de grande valor bibliográfico e comercial. Encadernação em pele integral com títulos a ouro, ferros e decoração gravada na lombada. Cortes das folhas tingidos a carmim. Obra de grande engenho, espirituosa e muito curiosa.


 "Que huns amortalhàrão o Reyno, e outros querem-no enterrar; tendo lhe jà na vida inventariado a fazenda, para na morte a pertenderem alcançar como inimigos, que apoderados da ambição se fazem ajudantes de mortos, para virem a ser ministros de vivos. (...) Porém se he conselho para enriquecer a Coroa, e empobrecer o Reyno, não se póde fazer, nem menos com desculpa de conselho dos naturaes, quando nelles se vè particular, não sendo a culpa do Principe, senão do que o aconselhou, e do que o ordenou, por razão da authoridade do Reyno."


SOBRE EL-REI D. SEBASTIÃO I

D. Sebastião I, conhecido como El-Rei D. Sebastião, foi um monarca português que reinou de 1557 até à sua morte, em 1578. Nasceu a 20 de Janeiro de 1554, em Lisboa, e era filho do príncipe herdeiro D. João e neto do rei D. João III.

D. Sebastião subiu ao trono com apenas três anos de idade, após a morte do seu avô, D. João III. Durante a sua juventude recebeu uma educação rigorosa e desenvolveu grande interesse pelos assuntos militares e pela expansão do Império Português.

Uma das principais ambições de D. Sebastião foi conduzir uma cruzada contra os Mouros no Norte de África. Em 1578, com apenas 24 anos, decidiu lançar uma expedição militar a Marrocos. Contudo, a Batalha de Alcácer-Quibir revelou-se desastrosa para as forças portuguesas, e D. Sebastião foi dado como morto em combate, tendo desaparecido no campo de batalha. O seu corpo nunca foi encontrado, o que deu origem a várias lendas e teorias segundo as quais teria sobrevivido.

A sua morte prematura e a ausência de herdeiro direto originaram uma grave crise de sucessão em Portugal, que culminou no domínio espanhol sob Filipe II de Espanha, que passou a reinar como Filipe I de Portugal. Este período ficou conhecido como a União Ibérica e durou de 1580 a 1640.

D. Sebastião ficou conhecido na História de Portugal como "O Desejado", devido à esperança e idealização que o povo português nele depositou, bem como ao mito de que um dia regressaria para salvar Portugal. A sua morte na Batalha de Alcácer-Quibir marcou o início de um período de instabilidade política e incerteza no país. A sua figura e destino trágico deixaram uma marca profunda na cultura e no imaginário popular português.

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COMPENDIO DAS MAIS NOTAVEIS COUSAS, QUE NO REYNO DE PORTUGAL ACONTECERAM DESDE A PERDA DEL-REY D. SEBASTIAM, ATÉ O O ANNO DE 1627 COM OUTRAS COUSAS TOCANTES AO BOM GOVERNO, E DIVERSIDADE DE ESTADOS

Composto por Luís de Torres de Lima, Lisboa Ocidental, na oficina de Pascoal da Sylva, Impresssor de Sua Majestade, 1722. Edição original extremamente rara.

Peça de coleção, de grande valor bibliográfico e comercial. Encadernação em pele integral com títulos a ouro, ferros e decoração gravada na lombada. Cortes das folhas tingidos a carmim. Obra de grande engenho, espirituosa e muito curiosa.


 "Que huns amortalhàrão o Reyno, e outros querem-no enterrar; tendo lhe jà na vida inventariado a fazenda, para na morte a pertenderem alcançar como inimigos, que apoderados da ambição se fazem ajudantes de mortos, para virem a ser ministros de vivos. (...) Porém se he conselho para enriquecer a Coroa, e empobrecer o Reyno, não se póde fazer, nem menos com desculpa de conselho dos naturaes, quando nelles se vè particular, não sendo a culpa do Principe, senão do que o aconselhou, e do que o ordenou, por razão da authoridade do Reyno."


SOBRE EL-REI D. SEBASTIÃO I

D. Sebastião I, conhecido como El-Rei D. Sebastião, foi um monarca português que reinou de 1557 até à sua morte, em 1578. Nasceu a 20 de Janeiro de 1554, em Lisboa, e era filho do príncipe herdeiro D. João e neto do rei D. João III.

D. Sebastião subiu ao trono com apenas três anos de idade, após a morte do seu avô, D. João III. Durante a sua juventude recebeu uma educação rigorosa e desenvolveu grande interesse pelos assuntos militares e pela expansão do Império Português.

Uma das principais ambições de D. Sebastião foi conduzir uma cruzada contra os Mouros no Norte de África. Em 1578, com apenas 24 anos, decidiu lançar uma expedição militar a Marrocos. Contudo, a Batalha de Alcácer-Quibir revelou-se desastrosa para as forças portuguesas, e D. Sebastião foi dado como morto em combate, tendo desaparecido no campo de batalha. O seu corpo nunca foi encontrado, o que deu origem a várias lendas e teorias segundo as quais teria sobrevivido.

A sua morte prematura e a ausência de herdeiro direto originaram uma grave crise de sucessão em Portugal, que culminou no domínio espanhol sob Filipe II de Espanha, que passou a reinar como Filipe I de Portugal. Este período ficou conhecido como a União Ibérica e durou de 1580 a 1640.

D. Sebastião ficou conhecido na História de Portugal como "O Desejado", devido à esperança e idealização que o povo português nele depositou, bem como ao mito de que um dia regressaria para salvar Portugal. A sua morte na Batalha de Alcácer-Quibir marcou o início de um período de instabilidade política e incerteza no país. A sua figura e destino trágico deixaram uma marca profunda na cultura e no imaginário popular português.